sexta-feira, 24 de maio de 2013

A velha afiar para todas as idades .Dá para trabalhar com o ensino infantil e também com o fundamental I.

Ótimo filme para trabalhar a linguagem e também a história  através da comparação do passado com os dias de hoje e como a tecnologia está presente atualmente.Há outras opções recentes em formas de desenhos mas é bom para mostrar a seus alunos desta maneira para eles verem  como que as coisas funcionavam no passado .

Oficinas de bonecos a partir do rolo de papel higiênico e de outros materiais

O papel higiênico é fundamental para a higiene pessoal, mas, quando o papel termina, o que fazer com o rolo de papelão? Antes, eram destinados apenas ao lixo, mas eles podem ser usados como matéria-prima para confeccionar divertidos bonecos para as crianças. Dessa forma, além de diverti-las sem gastar nada, ainda ajuda a proteger o meio ambiente.
A imaginação dos artesãos para reaproveitar esse material não tem limites, já que é possível fazer uma infinidade de trabalhos, em especial diversos modelos de brinquedos, o que as crianças adoram.
O rolo de papel higiênico costuma ser uma matéria-prima muito comum para as atividades escolares, em especial de educação artística, já que as próprias crianças podem fazer seus brinquedos. E o melhor: não é uma atividade perigosa, pois na maioria dos trabalhos manuais não é necessário utilizar tesouras e outros materiais pontiagudos. Com a tesoura escolar sem ponta e cola branca já é possível começar a trabalhar.
 Outra ideia incrível para se reaproveitar os rolos de papel higiênico é criar o Toilet Pixel Boy, divertido bonequinho no estilo dos desenhos japoneses, que é feito com diversos rolinhos pintados com tinta guache conforme o projeto escolhido, ou seja, você e seus filhos podem fazer diversos bonequinhos para deixar a brincadeira ainda mais animada.
Depois de prontos, os bonequinhos Toilet Pixel Boy podem ser pendurados na parede, para enfeitar o quarto das crianças. Confira o passo a passo completo no link: http://comofazertudoemartesanato.blogspot.com.br/2012/06/como-fazer-boneco-com-rolo-de-papel.html

Boneco Nega Maluca

Boneco Nega Maluca
Boneco Nega Maluca
Uma das figuras mais populares de nosso folclore, a Nega Maluca, também pode ser elaborada utilizando rolo de papel higiênico, sendo mais uma maneira interessante de poupar nossos recursos naturais e divertir as crianças a custo quase zero.
Para fazer o boneco Nega Maluca, você vai precisar dos seguintes materiais:
-Quatro rolinhos de papel higiênico;
- Uma garrafa PET de 2 litros;
- Tesoura escolar sem ponta;
- Pincel;
- Folhas de jornais velhos;
- Fita crepe;
- Cola quente;
-Cola branca;
-Tinta guache nas cores de sua preferência.

Execução:

-Primeiro, pegue uma folha de jornal, amasse-a para obter o formato de uma bola, que deve ser encapada com mais três folhas de jornal sendo uma disposta sobre a outra. É preciso formar uma bola bem apertada, que deve ser presa por fita crepe;
-Essa bola feita com as folhas de jornal servirá para fazer a cabeça da Nega Maluca, por isso, ela deve ser fixada na garrafa utilizando novamente a fita crepe;
-O próximo passo é preparar duas tiras de papel jornal, que devem ter 20 centímetros de comprimento por dois centímetros de largura cada, para que sejam enroladas e amassadas para fazer os bracinhos, que também devem ser presos à garrafa com a fita crepe;
-Você também usará o jornal para fazer os seios da boneca. Elabore duas bolinhas que devem ter o tamanho aproximado de um limão e cole-os na garrafa novamente por meio da fita crepe;
-Em seguida, procure passar cola em toda a garrafa, que deve ser forrada com folhas de jornal;
-Chegou o momento de utilizar os rolinhos de papel higiênico: com a tesoura, corte os rolos em três partes cada e em seguida pinte-os com tinta guache preta;
- Os pedaços de rolo devem ser aplicados ao redor da cabeça com a cola quente na parte posterior da cabeça para formar os “bobes” da Nega Maluca;
-Na sequência, você deverá pintar os bracinhos e a carinha da Nega Maluca, utilizando tinta marrom para fazer a base. Depois que a tinta secar, procure fazer a boquinha e os olhinhos da boneca por meio de traços à mão livre. Nesse momento, é preciso ter um pouco de habilidade para desenho e firmeza nos traços;
- Para finalizar o trabalho, você deverá fazer o vestido, desenhando listras grossas ao longo do corpinho. Use a imaginação para fazer os detalhes da roupinha, fazendo uma “estampa” no vestido, desenhando listras, bolinhas, corações, entre outros, com a tinta guache na cor de sua preferência.
Não perca tempo e chame seus filhos para participar da brincadeira. Reserve um cantinho de sua casa para montar o seu “atelier”, que deverá contar com os materiais de trabalho sempre à mão, principalmente cola branca, tesoura sem ponta, pincéis, tinta guache, jornais velhos, pistola de cola quente e, principalmente, rolos de papel higiênico.
Oriente os seus filhos a guardarem os rolinhos de papel higiênico vazios para que possam ser utilizados em futuros trabalhos. Para não faltar material, procure mobilizar parentes e vizinhos para que armazenem rolos de papel higiênico vazios para que possam ser entregues a vocês.
Se você e seus filhos estão pretendendo obter mais ideias para fazer os seus brinquedos, a dica é acompanhar as aulas do Professor Sassá, postadas nos site de vídeos Youtube e também o passo a passo dos trabalhos do divertido personagem em revistas de artesanato infantil da Editora Minuano, que podem ser encontradas nas principais bancas de jornais ou adquiridas por meio do site da Editora: http://www.edminuano.com.br/catalogo/default.asp?acao=busca_produtos
Vale lembrar que neste link informado, o Professor Sassá conta com um acervo exclusivo de revistas de inúmeros trabalhos artesanais usando materiais recicláveis, entre eles, o rolo de papel higiênico.
Não existem limites para se fazer trabalhos com rolinhos de papel higiênico: é possível fazer soldadinhos, duendes, centopeias, trenzinhos, entre muitos outros brinquedos. Além do material básico informado anteriormente, procure dispor em seu “atelier” retalhos de feltro com cores diversas, em especial, para serem usados para confeccionar os bonequinhos.
Isso acontece porque com os pedacinhos de feltro de cores diversas, é possível fazer as roupinhas, a carinha, chapeuzinhos e cabelos para os bonecos feitos em rolos de papel higiênico, proporcionando um excelente acabamento.

Oficina para ensinar na construção de bonecos através de materiais recicláveis.Ótimo para educadores.

OFICINA DE CONSTRUÇÃO E MANIPULAÇÃO DE BONECOS
(ESPUMA E SUCATA)


 

JUSTIFICATIVA
A magia da arte milenar do Teatro de Bonecos que encanta adultos e crianças é uma das mais remotas maneiras de diversão entre a humanidade. Registros dessa forma de expressão artística existem desde a Pré-História. A origem do Teatro de Bonecos remonta ao Antigo Oriente, em países como a China, Índia, Java e Indonésia. Por intermédio dos mercadores foi se dispersando para a Europa, inclusive sendo usado durante a Idade Média como instrumento de evangelização. Mas com o Cristianismo, durante a Renascença, o Teatro de Bonecos ficou abafado.
O Teatro de Bonecos é uma síntese das artes e acontece dentro de um contexto histórico, cultural, social, político, econmico, religioso e educativo. É praticado em todo o mundo, assumindo fisionomias e espírito dramático bem diferenciado, dependendo da localização geográfica, tradições culturais, crenças e costumes.
Há quem afirme que o teatro de bonecos é a forma mais antiga de teatro, que dele é que surgiu a arte dramática. Não há como comprovar nem negar uma afirmação dessas. É pouco provável que todas as formas dramáticas da humanidade tenham sido diretamente inspiradas pelo teatro de bonecos, mas está aprovado que desde tempos muito remotos o teatro de bonecos e o teatro humano se desenvolveram lado a lado, e que muito provavelmente um influenciou o outro
É de suma importância considerar que o teatro de bonecos é um eficaz método de ensino! Com o boneco nas mãos o professor pode alfabetizar, contar histórias, dar aulas de geografia, ciências, história, matemática, utilizando qualquer uma das técnicas possíveis.
O boneco ensina de uma forma diferente, e essa diferença está na maneira lúdica e jocosa com que ele se comporta. Seu jeito engraçado desperta o interesse das crianças proporcionando a interatividade.
Nas mãos de um educador hábil o boneco é um instrumento de grande valor. Nem sempre a palavra é mais importante: os gestos e trejeitos do boneco transmitem informações ao espectador que o leva a interpretação e identificação imediata da mensagem. Sua eficácia é muito importante tanto para crianças como para os adultos.
A intenção desse oficina é aproximar educadores formados ou em formação e Atores e atrizes, desse universo mágico que é o Teatro de Bonecos e mostrar que é possível ensinar com o auxílio dessa ferramenta.
A arte possui valores que a transcendem, atinge o universal eliminando barreiras de tempo e lugar. Assim, o Teatro de Bonecos oferece mil possibilidades a quem o descobre.

 
OBJETIVOS GERAIS
 
A oficina se divide em dois módulos, no primeiro de 20 horas os alunos aprenderão a confeccionar e manipular um “Marote de espuma”. No Segundo modulo os participantes, já familiarizados com o universo do teatro de bonecos, confeccionarão fantoches com materiais recicláveis, 20 horas em cada modulo.
A oficina pode também ser dividida em duas oficinas diferentes, para dois grupos de participantes distintos. Uma de confecção de boneco em espuma e a outra de construção de fantoche com materiais recicláveis, tendo 20 horas cada oficina.
Esta oficina tem por objetivo iniciar os participantes no universo mágico do teatro de bonecos, suas técnicas e suas possibilidades, também como proporcionar a cada participante a possibilidade de construir seu próprio boneco, seu mascote e saber como manipulá-lo.

 

OPERACIONALIZAÇÃO
 
PRÉ OPERAÇÃO (necessidades básicas)
• Sala ampla, ventilada, clara com bancadas, bancos ou cadeiras, pia ou tanque, quadro negro e capacidade para 20 alunos.
• Computador e data show. (para a primeira aula)
Material individual: tesoura afiada, estilete com laminas novas, caneta retroprojetor amarela, lápis, régua ou fita métrica, uma garrafa de refrigerante (Pichulinha ou schin pequenininha), retalhos, lãs. Vidro vazio de catchup ou mostarda com tampa, 2 vidros de desodorante rollon vazios.
Material coletivo:
• Espuma branca ou amarela de 2cm de espessura – 20 metros
• Cola de contato (brascoplast ou covulfix de preferência) – duas latas de 1/4.
• Fita crepe – 5 rolos
• Pistola de cola quente – 2 ou três.
• Refil para cola quente - 20 bastões
• Barbante – 1 rolo
• Cola branca – 1 litro.
• Uma lata de 1/4 de tinta PVA branca
Pigmentos (xadrez) nas cores: amarelo, vermelho, verde, azul, preto e marrom (um vidrinho de cada cor)
• Pincéis de vários tamanhos e espessuras. (para pintura do rosto do boneco)
• Folhas de emborrachado EVA (vermelho, branco e preto) duas folhas de cada.
• Jornais velhos.
• Massa corrida – Uma lata de 1/4
• Lixa d’água – 20
OBS.: As sucatas serão de responsabilidade dos próprios participantes da oficina que terão de recolher em suas comunidades, já fazendo um trabalho de conscientização das mesmas com relação ao lixo e o seu reaproveitamento .
 

CONTEÚDO:

• Abordagem Teórica sobre a História do Teatro de Bonecos, e o Teatro de Bonecos no Brasil;
•  Teatro de Bonecos e a Educação.
• Abordagem Teórica e prática sobre as várias técnicas de confecção e de manipulação de bonecos (Marionetes, Fantoche ou luva, Vara, Marote, Manipulação direta, sombra);
•  Aula de Confecção e manipulação (Marote em espuma e fantoche de sucata)

Blog educativo com várias oficinas para auxiliar o professor no ensino aplicando métodos através de jogos e brincadeiras.

Oficina de Jogos para o ensino fundamental I.Várias maneiras para ensinar a criança de uma maneira diferente e criativa.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Em entrevista Anne-Marie Chartier destaca a importância da prática para a formação de professores

Pesquisadora francesa fala sobre a natureza do professor alfabetizador e explica por que é fundamental encontrar o equilíbrio entre teoria e prática

                                                       

Foto: Kriz KnackAnne-Marie Chartier investiga a evolução das práticas e dos materiais didáticos empregados no ensino da leitura e da escrita. Os resultados de seus estudos como pesquisadora do Serviço de História da Educação do Instituto Nacional de Pesquisa Pedagógica, em Paris, lhe permitem afirmar, por exemplo, que as anotações feitas por um docente durante o trabalho, quando analisadas sistematicamente, são fundamentais para o replanejamento constante das aulas.

Essa análise somente faz sentido se houver conhecimento científico sobre a Pedagogia. Anne-Marie defende que o educador precisa saber relacionar a base teórica ao seu dia a dia para ensinar bem e alcançar bons resultados escolares.

Nesta entrevista, ela fala também sobre como a presença feminina nas salas de aula altera, curiosamente, o ensino da leitura. E traça um paralelo entre as realidades educacionais do Brasil e da França, com destaque para mudanças recentes no sistema francês de formação inicial dos professores.

Um professor é capaz de alfabetizar somente com base na experiência adquirida em sala de aula?
ANNE-MARIE CHARTIER
Durante o século 20, os professores formados em escolas normais ensinaram milhões de crianças a ler e a escrever apenas com base nos chamados saberes de ação, adquiridos primeiro em estágios nas escolas de aplicação anexas às escolas normais e, em seguida, pela interação com seus pares - uma estratégia eficiente ainda hoje. Eles não tinham conhecimentos teóricos da Linguística, da Psicologia, da Sociologia ou da Didática. Hoje, é indispensável dominar esses conteúdos. Por meio deles, os professores adquirem a capacidade de análise que lhes permite discutir a própria ação. Dessa forma, eles podem tirar proveito dos materiais escritos por outros professores e das pesquisas na área para formar, de fato, verdadeiros usuários da leitura e da escrita.

Qual a diferença entre saberes científicos e saberes da ação?
ANNE-MARIE
Para se formar e poder exercer bem a sua profissão, um médico precisa dominar os saberes científicos, obtidos no curso universitário, e os saberes da ação, aprendidos durante o trabalho em hospitais. Ali, ele compartilha com médicos e enfermeiros o atendimento a pacientes. Se ele tiver somente o saber científico, pode até se tornar um bom conhecedor da medicina, mas jamais será um bom médico. Com os professores, ocorre situação semelhante. Ou seja, sem a prática, o educador não será eficiente em sala de aula.

É a combinação desses saberes que ajuda a elevar os resultados escolares das crianças?
ANNE-MARIE
Sim. Mas, antes de tudo, é preciso distinguir resultados de avaliações padronizadas, como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) e a Prova Brasil, e resultados obtidos por meio da prática em sala, com a equipe docente da escola. Os primeiros servem para que o governo conduza as políticas públicas. E são, naturalmente, indutores curriculares. Os professores podem, assim, situar a escola em relação à média. E é importante ressaltar que as secretarias precisam ficar atentas também aos conteúdos não contemplados nesse tipo de prova. Avaliações de sistema, porém, não dizem ao professor como fazer as escolhas pedagógicas mais urgentes. Isso só se consegue por meio de um acompanhamento atento das crianças e de seus progressos e suas dificuldades. É nesse ponto que saberes científicos e saberes de ação trabalham juntos pela aprendizagem.

Como deve ser feito o acompanhamento das crianças?
ANNE-MARIE
Peça a um iniciante que escreva sobre sua prática e selecione as ações que considera mais importantes. Ao se expressar, ele se torna consciente de sua evolução. No caso dos professores mais experientes, essa autoanálise é muitas vezes uma forma de dar um passo atrás para reparar hábitos inconscientes, já incorporados à rotina. Além disso, na vida cotidiana da classe, produzimos muitas escritas que, se capitalizadas, viram suporte para a memória e para o replanejamento. Refiro-me ao planejamento da semana, aos registros individuais com os resultados dos alunos, às anotações nos boletins, às tabelas de progressão, às fotos ou aos textos fixados na sala. Esses documentos são aparentemente incompletos e díspares. Mas, quando analisadas de maneira sistemática, as escritas do professor revelam precisamente a situação dos alunos. Mostram o que eles aprenderam e o que ainda precisam aprender. Sempre encorajo os professores a não jogar fora esses registros, mesmo os escritos em estilo telegráfico. O computador também pode ajudar a organizar esses arquivos.
Como um professor alfabetizador deve atualizar suas competências?
ANNE-MARIE
As competências escolares se formam ao longo da história, o que não significa que elas mudam a cada ano letivo. É preciso compreender de que maneira elas afetam o ensino e entender até que ponto aquilo que orientava professores de uma geração continua útil ou não para a geração seguinte. As escritas de caligrafia, por exemplo, foram essenciais nos tempos da correspondência manuscrita. Ler em voz alta, por sua vez, era uma prática social generalizada quando os idosos ainda liam mal ou não havia óculos. Hoje, é evidente que as tecnologias digitais estão provocando transformações no processo de leitura e escrita. Mas essas práticas que mencionei vão coexistir e é necessário continuar o que sabemos fazer bem: ler em voz alta, por exemplo, é e será sempre muito útil para introduzir a literatura no universo infantil. Em última instância, o que visamos é a leitura autônoma, silenciosa, que permite pesquisar informações de todos os gêneros que estejam armazenadas em qualquer base de dados.

Como um docente pode despertar no aluno o desejo de saber ler?
ANNE-MARIE
Costuma-se dizer que é preciso "dar" o desejo de ler às crianças, como se isso fosse possível. O desejo se constrói, se conduz, talvez. O que se pode dar são bons exemplos do encanto que a leitura pode causar nas pessoas. A sociabilidade da leitura atrai os pequenos. Com ela, as crianças aprendem a aceitar as diferenças ao notar que nem todos apreciam as mesmas coisas.

Qual a importância dos textos informativos na alfabetização inicial?
ANNE-MARIE
Até o século 19, mostravam-se apenas livros de imagens para as crianças. Nas últimas décadas, se compreendeu que é importante ler histórias de ficção desde os primeiros anos de escolarização. Na França, porém, houve um excesso desse imaginário devido à presença de uma cultura feminina nas salas de aula, que torna onipresente o modelo de contar histórias. Faltam hoje as práticas de leitura informativa. E já há bons livros de introdução à Ciência.

Quer dizer que as mulheres interferem no ensino da leitura diferentemente dos homens?
ANNE-MARIE
Há um poder exagerado da cultura feminina na escola. A maioria das histórias contadas na Educação Infantil é ficcional. Os livros que contam histórias realistas ou documentais são praticamente deixados de lado. O caminho é alcançar um equilíbrio. E isso só se faz incluindo livros desse tipo desde a Educação Infantil, sobretudo hoje, quando a dimensão da formação científica - com a internet e a televisão - é tão evidente. Os meninos adorariam ler sobre como funciona um trator ou como um vulcão entra em erupção. E eu tenho certeza de que as meninas também.

Que influência os materiais didáticos exercem sobre a atuação dos professores em sala?
ANNE-MARIE
Todos os materiais didáticos são bons indicadores do desenvolvimento escolar. A penetração dos cadernos nas escolas no século 19 ou a introdução da calculadora nas aulas de Matemática no século 20 são exemplos da maneira como a Educação se vale dos materiais disponíveis na sociedade. Hoje, por exemplo, uma das grandes questões diz respeito ao uso das tecnologias em sala de aula. Primeiro, é preciso pensar o que isso provoca na escola porque os computadores podem causar uma grande revolução na maneira de ensinar e aprender a ler e a escrever.
E os livros didáticos? Como devemos escolhê-los?
ANNE-MARIE
Eles devem satisfazer a duas exigências contraditórias: ser fácil de usar, tanto para o professor como para o aluno, e não reduzir a aprendizagem a baterias de exercícios padronizados que forçam um caminho predeterminado. É por isso que alguns professores ainda preferem livros antigos, que eles conhecem bem. De qualquer forma, não se pode esperar de um livro mais do que ele pode oferecer. Ele é apenas um dos recursos disponíveis.

A formação inicial de professores na França está passando por mudanças. Quais são elas?
ANNE-MARIE
O sistema todo está mudando. Até o ano passado, os professores de Educação Infantil e das séries iniciais do Ensino Fundamental eram selecionados entre os que possuíam diploma universitário, em qualquer especialidade. Nos Institutos Universitários de Formação de Professores, preparavam-se concursos regionais com provas escritas para avaliar os conhecimentos dos candidatos em Francês e em Matemática. Aqueles que eram aprovados na primeira etapa passavam por um exame oral sobre as demais disciplinas, os fundamentos pedagógicos e outras questões postas em debate - como o fracasso escolar, a leitura e as políticas públicas. Os aprovados ingressavam no instituto como estagiários e trabalhavam em várias escolas - incluindo um período obrigatório de estágio no ciclo de alfabetização. A reforma em curso vai eliminar aos poucos esses institutos e é a universidade que vai suportar a formação inicial. A parte acadêmica deve aumentar e os estágios supervisionados certamente terão sua carga horária reduzida, senão suprimida.

Isso é bom ou ruim?
ANNE-MARIE
Na minha opinião, é grave. Mas há dois fatores importantes a considerar. Hoje, para ser professor em qualquer segmento na França, passou-se a exigir mestrado. Isso diz respeito à legitimidade social do papel do educador. Para ensinar, o professor deve ter o nível mais elevado de qualificação entre todas as camadas da população. E o nível de escolarização geral na França está aumentando. Portanto, a escolarização dos professores também deve aumentar. O segundo ponto é a formação continuada. Além de deter o conhecimento difundido nas universidades, é preciso saber como levá-los para a prática. A formação profissional exige essa troca diária de informações. E isso começa nos estágios. A prática, portanto, é fundamental. A dimensão do trabalho na escola só pode ser avaliada com os colegas e os alunos.

Que diferenças é possível observar entre a formação inicial na França e no Brasil?
ANNE-MARIE
A diferença não está na formação, mas nos meios que dão acesso a ela. No Brasil, muitos dos que visam a licenciatura em Pedagogia não querem mais que um diploma - e algumas universidades privadas fazem comércio desse tipo de certificação. Na França, esse fenômeno não existe e os concursos para ingresso no Ensino Superior são muito seletivos. Inversamente, e reconhecidos os desafios educacionais que os brasileiros têm pela frente, a condição tem melhorado muito desde a minha primeira viagem ao país, há 25 anos. Talvez seja por isso que eu encontre mais entusiasmo aqui do que na França, onde os professores vivem hoje inquietos em relação ao futuro. Quando venho ao Brasil, recupero meu otimismo!



Quer saber mais?
BIBLIOGRAFIA
Ler e Escrever - Entrando no Mundo da Escrita
, Anne-Marie Chartier, Christiane Clesse e Jean Hébrard, 170 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, edição esgotada
Práticas de Leitura e Escrita, Anne-Marie Chartier, 248 págs., Ed. Autêntica,

Atividades propostas aos professores nos anos iniciais do ensino fundamental

sexta-feira, 19 de outubro de 2012



"Feliz aquele que transfere o que sabe

e aprende o que ensina"


(Cora Coralina)

Sondagem!


Todos que estamos na área da educação nas séries iniciais do Ensino Fundamental, reconhecemos que uma mudança significativa nas concepções de aprendizagem e ensino da língua escrita vem ocorrendo desde os anos 80.Essa mudança decorre principalmente da Psicologia Genética piagetiana que na década de 80 traz uma nova compreensão do processo de aprendizagem da língua escrita, através das pesquisas e publicações de Emília Ferreiro. Tal fato obrigou a uma revisão radical das concepções do sujeito aprendiz da escrita e de suas relações com esse objeto de aprendizagem, a língua escrita.
Se por um lado essa mudança ocorreu e é realmente significativa, por outro percebemos que ela não atingiu a totalidade dos professores que atuam com classes de alfabetização no Ensino Fundamental, do Pré III até 2ª série,ensino de 9 anos.
Atualmente, defrontamos com basicamente dois tipos de professores alfabetizadores: o professor que valoriza o produto- final ( ler e escrever ) e entende- o como aquisição de habilidades ( coordenação- motora, discriminação visual, auditiva, etc) e uma segunda corrente que entende a alfabetização como a compreensão do modo de construção do conhecimento, daí a valorização das hipóteses que a criança desenvolve sobre a escrita.
Essas duas concepções determinam as diferenças na prática pedagógica e nos resultados que as crianças alcançam.

Como professora alfabetizadora dediquei muitos anos a primeira vertente acima apresentada ( o professor que valoriza o produto- final) até que comecei a questionar a eficácia do método utilizado e iniciei um ciclo de mudanças: esta ou aquela cartilha, este ou aquele material ou até a mistura deles.

É claro que esta situação de indecisão refletia também um sistema educacional que é falho ao capacitar seus professores, mas não é esse aspecto que pretendo focalizar no momento.
A verdade é que em dado momento da minha profissão optei pela segunda vertente: “entender a alfabetização como compreensão dos meios que a criança utiliza para representar a construção do seu conhecimento sobre a língua escrita” (Kramer,1986).
Isso significou entender o processo evolutivo dos meus alunos, tornando-se assim, imprescindível conhecer determinados aspectos desta evolução, essenciais para uma prática pedagógica consciente.
Eis porque escolhi relatar neste texto uma das possibilidades de ação docente na orientação do processo de aquisição da base alfabética do sistema de escrita, dentro dos pressupostos de pressupostos construtivistas: a Sondagem da Escrita.
A Sondagem da Escrita é um recurso essencial para o professor alfabetizador, pois permite identificar quais hipóteses as crianças têm acerca do funcionamento da língua. Só assim o professor estará apto a realizar mediações que permitam efetivamente a construção da base alfabética da escrita.
Faz-se, portanto, necessário apresentar uma breve análise dos níveis conceptuais lingüísticos, os quais apresento com a nomenclatura mais conhecida entre os professores:

1-Nível Pré - silábico

a) Fase Pictórica: a criança registra garatujas e desenhos.

Exemplo: > # ¨ {(FLOR) __))00 (MESA)

b) Fase Gráfica Primitiva: a criança registra símbolos ou letras misturadas com números.

Exemplo: NO21 (CARRO) WRV6N (ÁRVORE)

c) Fase Pré-Silábica: a criança começa a diferenciar letras de números, desenhos ou símbolos. Exemplo: TRAQ (CASA) AIVNOAXE (ABACAXI)

2. Nível 2: Silábico: a criança conta os “pedaços sonoros”, isto é, as sílabas, e coloca um símbolo (letra) para cada pedaço. Essa noção de cada sílaba corresponder a uma letra pode acontecer com ou sem valor sonoro convencional.

Por exemplo: AO ( GATO ) ou GT ( GATO ) c/valor sonoro
LI (GATO) ou EI (GATO) s/ valor sonoro

3. Nível 3: Silábico- Alfabético: é um momento conflitante, pois a criança precisa negar a lógica do nível silábico. É quando o valor sonoro torna-se imperioso, e a criança começa a acrescentar letras principalmente na primeira sílaba.

Por exemplo: TOAT (TOMATE)

4. Nível 4: Alfabético: a criança reconstrói o sistema lingüístico e compreende a sua organização.

Exemplo: ela sabe que os sons L e A são grafados LA e que T e A são grafados TA e que, juntos, significam LATA.

5. Ortográfico : a criança apresenta-se na fase alfabética e necessita de intervenção do professor na ortografia.

Exemplo : conheceno;convesa;lipesa;,vamus; pasarino;aí ele passo lá; aí ele foi juto
o pedlero é ipotate pala noise.
meupaiconeçel um muler oteme. (hipersegmentação) de mais
o pa as ri no fo avu andu no cel. (hiposegmentação) de menos


REALIZANDO UMA SONDAGEMAS INVESTIGAÇÕES SOBRE A PSICOGÊNESE DA LÍNGUA ESCRITA PERMITEM AO PROFESSOR ATUAR COMO MEDIADOR NO PROCESSOR ENSINO-APRENDIZAGEM E FORNECER PISTAS PARA O APRENDIZ TORNAR-SE ALFABÉTICO.NESSE PROCESSO, A SONDAGEM DIAGNÓSTICA CAPACITA O EDUCADOR A CONHECER AS HIPÓTESES DAS CRIANÇAS ENVOLVIDAS.PARA REALIZAR UMA SONDAGEM ESCOLHE-SE QUATRO PALAVRAS (UMA POLISSÍLABA,UMA TRISSÍLABA,UMA DISSÍLABA E UMA MONOSSÍLABA,NESTA ORDEM) E UMA FRASE DE UM MESMO CAMPO SEMÂNTICO.UMA DAS PALAVRAS DITADAS ANTERIORMENTE DEVE APARECER NESTA FRASE.


EXEMPLO": Lista de animais
DINOSSAURO
JACARÉ
GATO
CÃO

O GATO DORMIU NA SALA.


Evitar palavras com sílabas contíguas ,tipo urubu


PEDE-SE ENTÃO,PARA QUE A CRIANÇA(atividade individual) ESCREVA DO JEITO QUE SOUBER.É IMPORTANTE PEDIR PARA QUE ELA LEIA,APONTANDO AS LETRAS E OS SINAIS CORRESPONDENTES À FALA.A PARTIR DO MATERIAL INVESTIGADO EM UMA SONDAGEM,PODE-SE REFLETIR SOBRE O PENSAMENTO DA CRIANÇA E PERCEBER SUA HIPÓTESE LINGUÍSTICA.



Esta sondagem deve ser realizada individualmente, na primeira semana de aula e a cada 15 ou 30 dias de acordo com a evolução da classe. assim formar na sala grupos de trabalhos com hipóteses próximas.Esse agrupamento tem por finalidade a desestruturação das hipóteses pré-silábica, silábica e silábica - alfabética e por meio de conflito, assimilação e acomodação, chegar à hipótese alfabética

COMO A SONDAGEM DEVE SER UTILIZADA
* INSTRUMENTO PARA ANALISAR AS HIPÓTESES DA CRIANÇA A PARTIR DE ATIVIDADES SIGNIFICATIVAS,COLOCANDO A CRIANÇA DIRETAMENTE EM CONTATO COM O DESAFIO DE ESCREVER.
* SUBSÍDIO PARA O PROFESSOR;
* INSTRUMENTALIZADOR DO PROCESSO;
* CONHECER O QUE A CRIANÇA PENSA DE FORMA GERAL SOBRE A ESCRITA,QUAL A LÓGICA QUE UTILIZA NAQUELE MOMENTO PARA ESCREVER;
* ANALISAR AS HIPÓTESES DAS CRIANÇAS A PARTIR DE UMA PROPOSTA SIGNIFICATIVA,QUE FAZ PARTE DE UMA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADE,ELA SABE PORQUE ESTÁ ESCREVENDO E PARA QUE ESTÁ ESCREVENDO,TENDO UMA FUNÇÃO SOCIAL;
* COLECIONAR PRODUÇÕES DAS CRIANÇAS:COM ESSE MATERIAL É POSSÍVEL FAZER UM ACOMPANHAMENTO PERIÓDICO DA APRENDIZAGEM DA CRIANÇA E FORMULAR INDICADORES QUE PERMITAM TER UMA VISÃO DA EVOLUÇÃO DA HIPÓTESE DE ESCRITA DA CRIANÇA AO LONGO DO PROCESSO.


OBJETIVOS DA SONDAGEM
*INSTRUMENTO PARA MAPEAR O CONHECIMENTO DAS CRIANÇAS SOBRE A ESCRITA;
* REORIENTAR SUA PRÁTICA PEDAGÓGICA;

*MATERIAL DE PESQUISA PARA DEFINIR AS POSSÍVEIS INTERVENÇÕES;
* ELABORAR SEU PLANEJAMENTO,PROPONDO SITUAÇÕES CAPAZES DE GERAR NOVOS AVANÇOS NA APRENDIZAGEM DAS CRIANÇAS;
*OBTER DADOS SOBRE O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE CADA CRIANÇA.


PALAVRAS do mesmo de Campos semânticos para diagnóstico: Não esqueça a frase


Partes do corposobrancelha
cabeça ou barriga;orelha
perna ou braço;dedo;unha
pé ou mão

O menino machucou _ _ _ _

Material escolarlapiseira;apontador
caderno ou caneta;massinha;mochila
livro ou lápis;papel;cola
giz

Animaismariposa ou dinossauro;rinoceronte
formiga ou,esquilo, coelho
tigre ou onça;urso
cão ou rã

O tigre está na floresta

Flores· crisântemo
· begônia
· rosa
· lis

Alimentosespaguete
açúcar
leite
sal

Festa Junina· bandeirinha
· pipoca
· bingo
· som

na sala temcomputador
estante
sofá
som

Doces· gelatina;brigadeiro;pirulito
· paçoca;geléia
· pudim;torta
· mel;bis

Higienesabonete
escova
talco
gel

Temperos· cebolinha
· pimenta
· alho
· sal

Ferramentas· furadeira
· martelo
· chave
· pá

Brinquedos· escorregador
· boneca
· bola
· pá

Sentimentos· felicidade
· carinho
· amor
· paz

Bebidas· vitamina
· refresco
· café
· chá

Escritório· grampeador;computador
· caneta
· mesa;papel
· giz

Famíliaafilhado
madrinha
sogra
mãe

Utensílios de limpeza
aspirador
vassoura
balde



Algumas conclusões
Neste contexto é preciso que o professor possua conhecimentos e habilidades específicos, os quais permitirá a ele dirigir e orientar com segurança as tentativas de escrita da criança, saber identificar em que estágio do processo de apropriação do sistema a criança se encontra, saber interpretar as hipóteses, selecionar e organizar dados, decidindo que aspectos devem ser priorizados e saber, acima de tudo, levar a criança a confrontar as suas hipóteses com as convenções e regras do sistema e a partir de tudo isso conduzi-la à escrita ortográfica.

Essa nova concepção exige um professor:· Que aceite o pressuposto básico que o aluno é sujeito do seu próprio conhecimento, ou seja, constrói seu conhecimento.
· Que esteja disposto a compartilhar e pedir ajuda a outros parceiros e professores
· Que não esconda suas frustrações e progressos
· Que seja investigativo e tenha a coragem de mudar
· Que aposte em sua própria capacitação ,individual ou coletiva
· Que se de uma oportunidade ,que faça a diferença
Eis, portanto, o nosso maior desafio: 



"Mudar o nosso papel de doador de informações para mediador da aprendizagem!"

Alfabetização e jogos!



Jogos




Ajudando seu aluno a conceituar
                   números naturais


        Você já observou crianças pequenas contando? Quando contam uma coleção de objetos, “recitam” números, muitas vezes “saltando” alguns e repetindo outros. Se os objetos estão espalhados, elas costumam contar alguns mais de uma vez e deixar de contar outros. Além disso, não é claro para algumas quando devem parar a contagem. Crianças neste estágio, ainda não desenvolveram o conceito de número, mas ele está presente em suas vidas – e isso incentiva suas primeiras tentativas de contagem. As crianças levam para a escola essa “vontade” de contar, que deve ser incentivada e explorada.

a) Atividades de contagem

         Da mesma forma que uma criança aprende a falar enquanto fala (corretamente ou não), ela deve aprender a contar enquanto conta. Aproveite as muitas oportunidades que aparecem em sala de aula para contar. Sempre que for significativo para os alunos, conte (e peça para que as crianças contem) alunos, lápis, brinquedos, etc. Extrapole os limites de contagem das crianças (por exemplo, se elas só contam até 10, introduza a contagem com 15 ou 20 elementos). Não espere até que seu aluno tenha o conceito pronto para fazer contagens (isso seria como pedir que uma criança só falasse quando já soubesse fala corretamente).

b) Atividades estabelecendo relações entre coleções diferentes

         Estas atividades (correspondência um a um entre os elementos de duas coleções) conduzem á comparação de quantidades e preparam para o conceito de igualdade e desigualdade entre números.

Por exemplo: Distribua para cada aluno 6 canetas e 6 tampas de caneta. Pergunte: “Há mais canetas do que tampas?”

         Observe as estratégias utilizadas pelos alunos para comparar, pois algumas disposições espaciais podem causar dificuldades nos primeiros estágios. Peça então que os alunos retirem e coloquem as tampas nas canetas. Em seguida, repita a pergunta.

         Repita este tipo de atividade, variando os materiais e as quantidades envolvidas, sempre permitindo que seus alunos desenvolvam suas próprias estratégias de comparação. Você pode usar, por exemplo: pires e xícaras, os próprios alunos e suas carteiras, pedras pequenas e pedras grandes, etc. Aos poucos, os alunos devem concluir que a quantidades de objetos é independente da forma e do tamanho (por exemplo: podem existem menos pedras grandes que pedras pequenas, embora quando amontoadas, as pedras grandes ocupem um volume maior do que as pedras pequenas).

c) Atividades lúdicas

         Explore o gosto das crianças por jogos e brincadeiras para criar situações de aprendizagem.

Por exemplo: Jogo MAIOR LEVEZA


Para este jogo são utilizados 40 cartões, como ilustrado acima, que apresentam a representação numérica e pictórica dos números de 1 a 10 (podemos também usar as cartas de um a dez de um baralho). Os cartões são divididos por 2 crianças.

Cada criança abre um cartão de seu monte os valores são comparados. Quem tiver o maior valor, fica com os dois cartões. Em caso de empate, novos cartões são abertos e o aluno que tiver o maior número nesta nova rodada ganha os quatro cartões. Ao final do jogo, ganha quem tiver mais cartões.

         Crie variações deste jogo, usando novos cartões com números e representações pictóricas de cada valor para ampliar o limite numérico (até 20, por exemplo).


* pesquisa retirada, resumida e adaptada do Programa Pró-Letramento (Matemática)


Ambiente Alfabetizador - III

Criando um Ambiente Alfabetizador
Parte III
Tempo
Este é o momento de observação das características climáticas, que podem, no decorrer do dia, sofrer alterações. Por isso, devem ser exploradas e observadas no decorrer do dia, fazendo antecipações e previsões do que irá acontecer, como também as conseqüências deste para o dia-a-dia do homem. É importante que seja observado se o tempo está ensolarado, chuvoso e/ou nublado.

O professor pode registrar estas informações no calendário mensal exposto na sala e, em conjunto com a turma, criar uma legenda. Os alunos, registram estas informações em seu calendário individual, diariamente, com as cores referidas ao tempo. 

No final da semana e no final de cada mês, questionar:


- Quantos dias estavam ensolarados/chuvosos/nublados tivemos na semana e/ou no mês?
- Se o mês X teve mais chuvas/sol, como ficou nosso clima?
- O que isto influenciou na nossa maneira de agir?




Ambiente Alfabetizador - Parte II

Criando um Ambiente Alfabetizador
Parte II


Quantos somos?

Este momento é uma oportunidade real e significativa para que a relação número (quantidade) e numeral (signo) sejam exploradas pelas crianças, além de explorar a contagem mecânica, classificação, inclusão de classe, seriação numérica, conceitos de adição (agrupar) e subtração (exclusão de alunos faltosos).
Para que estes objetivos sejam explorados, crie um ambiente em que possibilite:



- a contagem mecânica dos colegas;
- a representação da contagem feita com palitos (individual);
- a representação individual da contagem feita, utilizando o registro com algarismos;
- exploração da ordem e inclusão hierárquica das quantidades manipuladas;
- a exploração das partes que compõem a totalidade do grupo de crianças: meninos e meninas;
- a exploração e a identificação da totalidade de crianças no grupo;
- a exploração e a comparação de quantidades (maior, menor e mesma quantidade, a mais, a menos): meninos/crianças, meninas/crianças;
- a exploração de quantidade, observando alunos presentes e faltosos;
- a exploração de conceitos de adição e subtração das quantidades operadas




fonte : O mundo da Alfabetização


Criando um Ambiente Alfabetizador
Parte I



Sabemos que o processo de alfabetização se desenvolve mais facilmente quando as crianças chegam à escola tendo uma maior familiaridade com a escrita, obtida em contextos nos quais ela circula com usos e funções sociais. Tal como na vida cotidiana, a escola pode apresentar situações, contextos e materiais capazes de estimular o interesse e a atenção dos alunos.
Por essa razão, um elemento importante do trabalho de alfabetização se refere à qualidade e à diversidade do material que é disponibilizado no contexto escolar, ou seja, na criação e manutenção, pelo professor, de um AMBIENTE ALFABETIZADOR.
Metodologicamente, a criação desse ambiente se concretiza na busca de levar as crianças em fase de alfabetização a usar a língua escrita, mesmo antes de dominar as “primeiras letras”, organizando a sala de aula com base nela. Conceitualmente, a defesa da criação do ambiente alfabetizador estaria baseada na constatação de que saber para que a escrita serve (suas funções de registro, de comunicação à distância, por exemplo) e saber como é usada em práticas sociais (organizar a sala de aula, fixar as regras de comportamento na escola, por exemplo) auxiliariam a criança em sua alfabetização, por dar significado e função ao processo de ensino-aprendizagem da língua escrita e por criar a necessidade de se alfabetizar, favorecendo, assim, a exploração, pela criança, do funcionamento da língua escrita.

Vejamos algumas sugestões de ambientes, rotinas e materiais que possibilitariam a prática social da leitura e escrita na alfabetização:

1 – CHAMADA

A cada dia, no início das atividades os nomes dos alunos devem ser explorados por todos. Para que esta atividade seja motivadora, não-repetitiva e que possibilite novas percepções, você deve criar uma situação diferente para cada dia da semana. Para que todas as crianças percebam quais os alunos presentes e ausentes, bem como observar e perceber as escritas desses nomes, é aconselhável que cada criança possua uma ficha ou crachá com o primeiro nome escrito em letra de imprensa maiúscula de um todo (salientar a primeira letra de outra cor) e, do outro lado, o nome completo. Nesta ficha, também poderá conter a foto da criança no princípio do trabalho de exploração do nome próprio. E que este nome seja colocado, após a sua exploração, em um espaço visível por todos os alunos, para que, sempre que necessário, os nomes seja consultados.
* Modelos de chamadinhas:
Fonte: O Mundo da Alfabetização.


Coleção!!!

Ler para uma criança é um gesto simples e muito importante. Por meio dele, contribuímos para a educação, a cultura e o lazer das crianças e ajudamos a mudar para melhor o futuro do Brasil.

Mais uma coleção do Itau Criança já está disponível.

Entre no site, faça seu cadastro e receba a sua em casa!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011


Aceitação da diversidade - A Cor da Cultura







“ As crianças são muito mais abertas para a diversidade cultural do que os próprios adultos. Elas conseguem aceitar o outro da forma como ele é. Com isso eles e nós aprenderemos com as diferenças dos povos e suas culturas. “

África de todos nós – Conhecendo um pouco da história

ÁFRICA E BRASIL: CONHENCENDO ONTEM, TRABALHANDO HOJE E CONSTRUINDO O AMANHÃ...

Infelizmente, a imagem que se tem da África e de seus descendentes não está relacionada com produção intelectual nem com tecnologia. Ela descamba para moleques famintos e famílias miseráveis, povos doentes e em guerra ou paisagens de safáreis e mulheres de cangas coloridas. “Essas idéias distorcidas desqualificam a cultura negra e acentuam o preconceito, do qual 45% da população brasileira acaba sendo vítima”.
Mostrar o mapa-múndi e a localização da África. Logo após conversar com os alunos sobre:

• A miscigenação
• A chegada dos africanos em nosso país
• A escravização dos povos africanos
• A influência desse povo na nossa cultura

Vamos ouvir uma história...

http://brincandoseaprende.com.br/cidadania.php?area=Cidadania

A cultura Afro-Brasileira

África de todos nós


Vamos Cozinhar?

Dois aspectos podem ser observados em relação à influência africana na culinária brasileira: o modo de prepara e temperar os alimentos e a introdução de ingredientes na culinária do nosso país.

Atividade

O professor fará junto com os alunos um bolo africano na cozinha da escola.

Bolo Africano
1 colher (sopa) rasa de noz moscada
1 colher (sopa) rasa de canela
1 colher (sopa) de fermento
2 colheres (sopa) bem cheias de manteiga
½ xícara de cidra cristalizada em pedacinhos
½ xícara de nozes
½ xícara de passas
½ xícara de ameixas
2 xícara cheias de açúcar
400 gramas de farinha de trigo
3 ovos

Modo de preparo
Bater muito bem a manteiga com o açúcar. Juntar os ovos bem batidos, mexendo bem a mistura. Acrescentar as frutas, os ingredientes secos misturando bem. Forma bem untada e forno regular. Enfeitar com nozes e pedacinhos de frutas cristalizadas.

by Professora Vanessa Castelhano

Cozinhando com a Turma do Sítio do Picapau Amarelo ... Livro Gigante de Receitas da Turma do Sítio ...






Cozinhando com a Turma do Sítio do Picapau Amarelo ...
Livro Gigante de Receitas da Turma do Sítio ...


Faça com seus alunos , o livro gigante de receitas da turma do sítio ... Eles irão adorar ...

by Professora Vanessa Castelhano

Produzindo seu próprio texto..



Para incentivá-los vamos confeccionar, com a ajuda deles, um livro gigante, no qual serão expostos todos os trabalhos.


Atividade

Entregue a cada aluno uma folha, peça aos alunos para criarem uma história .
Quando os textos estiverem prontos, o professor corrigi a ortografia, a pontuação, a concordância e o uso do parágrafo.

Depois da correção, pedir para que os alunos reescrevam o texto, caprichando na letra e prestando atenção nas correções feitas, pedir para que eles ilustrem o seu texto. Faremos a montagem do livro .

Montagem do livro :

Montar a capa do livro com cartolina , colar uma capa com a frase: Meu primeiro livrinho: Senta que lá vem história ...

Depois furar as produções de texto e colocar dentro da capa ...

Por fora montar os braços, a cabeça e a mãos da bonequinha que vai segurar as histórinhas ...

by Professora Vanessa Castelhano
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